Não, não desisto , procuro apenas encontrar algo que me ajude a derrubar-te, a ser forte o suficiente para não compreenderes como me sinto , talvez necessite de mais distância da tua parte, agora reparo que meto sempre a palavra 'talvez' nos meus textos, como se tudo o que eu escrevo, tenha sempre um conceito que nunca tenho a certeza do que é verdadeiramente.Escrevo tanto e digo sempre a mesma coisa, perdi tudo quando fez aquele ato de frieza, estou marcada, hoje vi-me rodeada por pessoas fantásticas a rirem e falarem, mantive-me calada e pensei em ti , retiraste-me tudo.Tu não sabe, não sente, não fala, não vive, não transmite e não dedica parte do teu tempo para pensar em mim, cada pessoa tem os fantasmas, tem os seus segredos e parte deles estão profundamente escondidos num sítio onde nos magoa, que nos marca, que me faz pensar porque é que existi-te neste mundo, um erro teu, bastou. Já escrevi montes de folhas sobre ti, não passo dum livro com capas grossas, com uma quantidade enorme de folhas que estão rasgadas, frágeis porque tem demasiados acontecimentos vivenciados com extrema violência emocional, as minhas folhas são mágicas, tenho algumas mais branquinhas que outras, outras mais riscadas, outras mais perfeitas mas fazem parte do mesmo livro, fazem parte de mim, as coisas que vivemos permitem definir tudo à nossa volta .

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